Mais Fogo na Amazonia do que em Pastagens em 2024

O ano de 2024 foi marcado por um crescimento preocupante nas queimadas em todo o Brasil. Dados do Monitor do Fogo, do MapBiomas, mostram que a área total atingida pelo fogo foi a maior registrada desde 2019, com mais da metade concentrada na Amazônia. O fenômeno El Niño, aliado a um período de seca prolongada e à ação humana, agravou ainda mais a situação, tornando a vegetação extremamente vulnerável ao fogo.

A Amazônia foi o bioma mais impactado, representando quase 60% de toda a área queimada no país. Pela primeira vez, a floresta superou as pastagens em área queimada, uma mudança preocupante que pode comprometer ainda mais sua biodiversidade e resiliência. O Cerrado também sofreu perdas significativas, com aproximadamente 80% das queimadas ocorrendo em vegetação nativa, enquanto o Pantanal enfrentou um aumento expressivo nos incêndios devido à seca extrema. Já a Mata Atlântica, embora tenha sido menos impactada, registrou um crescimento acima da média, com os incêndios atingindo tanto áreas agropecuárias quanto remanescentes naturais.

Apesar de uma redução nas queimadas na Caatinga e no Pampa, a tendência nacional foi de alta, com estados do Norte e Centro-Oeste liderando os focos de incêndio. Três estados concentraram mais da metade de toda a área queimada, com municípios como São Félix do Xingu (PA) e Corumbá (MS) entre os mais afetados.

Os impactos desse cenário são graves e vão muito além da destruição da vegetação. A devastação ambiental intensifica o desmatamento, reduz a biodiversidade e torna as áreas atingidas ainda mais suscetíveis a novos incêndios. Além disso, há consequências econômicas e sociais diretas, como prejuízos para a agricultura, piora da qualidade do ar e riscos à saúde da população.

Diante dessa crise ambiental, torna-se urgente a implementação de medidas eficazes de prevenção e combate às queimadas. Projetos de carbono que geram recursos financeiros, juntamente com ações coordenadas entre governo, setor privado e sociedade civil são essenciais para combater e conter o avanço do fogo e proteger os biomas brasileiros, garantindo um futuro com menos exploração e mais conexão entre o homem e as florestas.

A Neo Green Consultoria Ambiental percebe que para ter mais florestas é necessário incentivo, e para isso desenvolveu metodologias em conjunto com Instituto Neo Carbon afim de valorar a floresta e gerar ativos verdes.
As metodologias do Standard da Neo Carbon são abertas para que todos os desenvolvedores de projetos registrem seus projetos na Neo Carbon plataforma brasileira de carbono florestal.

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